A Organização Internacional dos Migrantes (OIM) revelou, esta quinta-feira (07), a preocupação em relação ao aumento no retorno dos imigrantes nos últimos anos na Guiné-Bissau em detrimento de outras arias importantes de políticas migratórias e com a crescente e criminalização dos movimentos transfronteiros

A preocupação manifestada, em Bissau, pela chefe da missão da organização na Guiné-Bissau, Laura Amadora, na cerimónia de lançamento do projecto “Apoio a Sensibilização de Comunidades em Relação aos Riscos da Migração Irregular”.

“Em termo geral aumentou nos últimos anos um enfoque no retorno dos migrantes, em detrimento de outras arias importantes de políticas migratórias, com a regularização, a inclusão social, a expansão de opção de migração regular, assistimos uma crescente sectorização e criminalização dos movimentos transfronteiros, isso para nós é de fundamental preocupação porque isso acarreta a violação dos direitos humanos”, admite.

O presidente da ONG “Mani Tese”, Piero Mede, disse que o objectivo do projecto lançado sobre “Apoio a Sensibilização de Comunidades em Relação aos Riscos da Migração Irregular”, assegurado pela Itália está empenhado a fazer advocacia para melhorar a política e para ter uma migração mais regular e segura para o povo africano.

“Este projecto que hoje lançamos é para sensibilizar os jovens mas também todas as famílias, sobre os riscos que podem encontrar no caminho da migração irregular. Mani Tese está empenhada, em diferentes países africana, a valorizar as oportunidades e não criar as alternativas, em Itália está empenhada a fazer advocacia para melhorar a política Italiana e europeia para ter uma migração mais regular, mas segura e mais justa para todo os povos africanos”, explica.

Entretanto, o secretário de Estado das Comunidades, Queba Banjai, apelou a OIM e a UE em continuarem a apoiar o continente africano na criação das condições necessárias para evitar o fenómeno da migração irregular “que tem causado tanta perda da vida dos jovens africanos em busca das melhores condições de vida”.

“ (…) ONG,s e de mais entidades ligadas ao fenómeno da migração clandestina que apoiem mais o governo no sentido de investir mais na educação, na formação técnico profissional de jovens, na criação de emprego local, contudo é da responsabilidade dos governantes africanos criar estes condições mas, tratando-se do fenómeno global e da preocupação transversal, as sinergias são imprescindíveis, por isso a, União Europeia tem papel preponderante neste assunto”, exorta.

O projecto “Apoio a Sensibilização de Comunidades em Relação aos Riscos da Migração Irregular” insere-se no quadro da iniciativa conjunta do Fundo Fiduciário da União Europeia e a OIM para a protecção e reintegração dos migrantes na Guiné-Bissau.

 

Por: Elisangila Raisa Silva dos Santos / Braima Siga

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