O Presidente da Republica, José Mário Vaz, diz que ainda não foi nomeado o novo primeiro-ministro porque espera que haja entendimento entre os representantes do povo na constituição da mesa da Assembleia Nacional Popular (ANP)

O presidente da República José Mário Vaz falava, hoje (10), num encontro de perguntas e respostas com os jornalistas, na presidência da República, sobre a actual situação política vigente no país, que obstaculiza a nomeação do novo governo e ainda dos actos proferidos durante o seu mandato que termina no próximo mês de Junho.

O presidente diz que depois das eleições de 10 de Março o país precisava de momentos importantes que foram cumpridos incluindo a posse dos deputados.

“Não temos ainda um primeiro-ministro porque ainda tenho esperança que haverá entendimento entre os partidos na constituição da mesa da ANP e porque o governo é da imanação do parlamento, não gostaria que o problema começasse nos primeiros minutos da reunião deste importante órgão da soberania”

Mário Vaz promete ainda não imiscuir no parlamento porque é autónomo mas os partidos devem dialogar e assim pode-se estabilizar o país.

“Depois das eleições dissemos que o machado da guerra foi enterrado definitivamente e iremos fazer o país avançar mas logo no primeiro dia da (Xª legislatura) nunca assistimos uma violência verbal no país e isso significa que não existe dialogo entre nós e demonstra que estamos com ódio, rancor, vingança e retalhação e ninguém tem a ganhar com isso”.

O presidente diz ainda que a marcação da data das eleições presidenciais não depende só dele, mas de todo um processo preparado pela Comissão Nacional de Eleições (CNE) e pelo Gabinete Técnico do Apoio ao Processo Eleitoral (GTAPE) que igualmente sugere uma data que depois é validada.

“Nada eu posso fazer enquanto estes órgãos não me indigitarem ainda a data”.

A polémica a volta da operação da Polícia Judiciária “Arroz do povo”, mereceu a preocupação do presidente da república. Mário Vaz diz que não esteve directamente implicado na distribuição do arroz.

O presidente diz ainda que não quer comentar a os sucessivos greves convocados pelos funcionários públicos, a UNTG fez denuncias que o tribunal deve averiguar.

Entretanto, o presidente nega ter prometido “em nenhum momento” fornecer as viaturas à selecção nacional de futebol “Djurtus”.

“Não me lembro de ter dito aos jogadores que iria ofertar as viaturas. Se o jornalista tivesse alguma gravação que apresentasse para que eu possa ouvir”, desafia.

Refere-se que, hoje (10), de manhã, o Conselho Nacional de Quadros Técnicos, Militantes, Simpatizantes e Amigos do PAIGC (CONQUATSA) exige o presidente da república a respeitar a vontade do povo expressa na urna e reitera a confiança da direção superior do partido.

No entanto, a Plataforma da juventude dos partidos signatários do acordo da incidência parlamentar e estabilidade governativa anuncia, para terça-feira (14), a realização de uma marcha pacífica que culminara com uma vigília.

A plataforma da juventude dos partidos engloba o PAIGC, APU-PDGB, UM e PND. A marcha é para exigir do presidente o cumprimento da legalidade constitucional.

 

Por: Elisangila Raisa Silva dos Santos

                            

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