O Movimento Voz de Cidadãos do Mundo volta a pedir as Nações Unidas para assumirem a administração da Guiné-Bissau, isto em clara alusão a crise política que persiste há quase um ano

A intenção voltou a ser reafirmada, hoje, quarta-feira, em Bissau, durante uma conferência de imprensa, realizada na Praça dos Mártires de Pindjiquiti, onde também foram analisadas a actual crise que se agravou depois da nomeação de Baciro Djá, o novo primeiro-ministro.

António Pedro da Goia, coordenador deste movimento, disse ainda que “neste momento a política dividiu o povo guineense de forma que permita a união como outros povos do mundo”.

“Corremos o risco de sermos abandonados com a justificação de que não queremos o desenvolvimento, isso é mau para todos nós. Pedimos as Nações Unidas para virem ajuda-nos porque sozinhos não vamos conseguir sair disso”, alerta.

“ (…) Não se pode ficar no mesmo lugar não resolvendo os seus problemas e mesmo assim a avançar. Nós (Guineenses) sem sub-região e sem o mandato das Nações Unidas não sairemos”, reafirma.

Um dos membros do Movimento Voz de Cidadãos do Mundo, Dionísia Gomes, disse que deve se pensar nesta possibilidade pedindo outras organizações para ajudar a Guiné-Bissau com um formato a decidir.

“Hoje não é surpresa para ninguém de que estamos numa confusão total que nem a médio prazo será resolvida” disse Dionísia que aproveita o dia internacional da Criança, 01 de Junho, para pedir os dirigentes e toda a camada guineense para “tomar a consciência” e tirar a Guiné-Bissau da situação de instabilidade política.

O Movimento Voz de Cidadãos do Mundo, que junta homens, mulheres e Jovens, laçou, em Agosto do ano passado, um manifesto informativo do Movimento denominado “BASTA- I DJUSTA!”

A crise guineense agravou depois da nomeação de o novo primeiro-ministro, Baciro Djá, onde no mesmo dia os membros do antigo governo (que agora têm apoios dos combatentes da liberdade da Pártia, de alguns partidos políticos e de alguns deputados) estão fechados na prematura em reivindicação a esta nomeação e prometem sair de lá só se o decreto de José Mário Vaz for revogado. Ontem a noite, realizaram uma vigília na sede do governo.

Ontem o Partido da Renovação Social diz abrir a possibilidade de integrar o governo se liderado por Baciro Djá e o Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo-verde diz que o país corre o risco de ter dois governos e acusa o Presidente “de estar a levar o povo guineense para o abismo”.

No dia 30 de Maio Baciro Djá convida o líder do PAIGC, Domingos Simões Pereira, para fazer parte da equipa de trabalho para a formação de o novo elenco.

Em carta datada de 30 de Maio, Djá fundamenta a sua intenção com base na necessidade de alargar a base parlamentar de sustentabilidade do Governo.

 

Por: Elisangila Raisa Silva dos Santos

Imagem: Internet

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