A Liga Guineense dos Direitos Humanos condenar veementemente a atitude que considera de cobarde e irresponsável dos autores das ameaças proferidas contra Padre Augusto Mutna Tambá.

Para a organização, o fato evidencia a tentativa de instalação de um regime totalitário na Guiné-Bissau.

Horas depois de o parte ter denunciado ameaças à sua segurança na sequência da publicação no Facebook de um artigo sobre “Quem é o Bispo da Igreja Católica da Guiné-Bissau”, a Liga em nota publicada na sua página de Facebook exige do Ministério Público a abertura imediata do inquérito sério, célere e conclusivo no sentido de traduzir à justiça, os autores identificados e identificáveis destas ameaças.

A Liga ainda instar o Presidente da República, Umaro Sissoco Embaló, a circunscrever a sua conduta aos deveres de contenção, de moderação e de sinceridade impostos pela natureza da sua função, enquanto garante da unidade nacional.

Á Igreja católica da Guiné-Bissau, especial, com o Bispo de Bissau, Dom Lampra Cá e com Augusto Mutna Tambá, a Liga dos Direitos Humanos manifesta a sua solidariedade.

A organização lembra ainda que a Guiné-Bissau é conhecida pela sua diversidade, sendo um exemplo de tolerância e de diálogo inter-religioso para muitos países, e a conduta dos autores dessas ameaças contraria com a forma como a fé é professada pelas diferentes congregações religiosas que constituem o complexo tecido social deste país.

Por isso, enaltece e encorajar a postura “responsável dos guineenses que nunca se deixaram levar pelas declarações levianas dos políticos mal preparados que apenas se preocupam com a satisfação pessoal em detrimento da satisfação das necessidades coletivas”.

A Liga lembra ainda que, em democracia, nada contesta a que os líderes religiosos, enquanto reserva moral e fonte de inspiração espiritual, chamem atenção à classe politica sobre a degradação do ambiente político, social e económico, sempre que as circunstancias o determinarem.

Portanto, “não podendo tal intervenção constituir, de forma alguma, ameaça ao exercício do poder de quem quer que seja e muito menos servir de pretexto para a instrumentalização política de cidadãos descuidados para se insurgirem contra autoridades religiosas”, escreve a Liga Guineense dos Direitos Humanos.

 

Por: Elisangila Raisa Silva dos Santos

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