O Presidente do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo-verde (PAIGC) voltou a acusar o Presidente da República (PR) de “tentar levar o povo guineense para o abismo” e que ainda não tem proposta para saída desta crise

Domingos Simões Pereira, que falava hoje, mais uma vez, aos militantes e simpatizantes do PAIGC, alerta ainda que “as decisões que hoje não somos capazes de tomar e firmar amanhã, infelizmente, poderá ser terrivelmente tarde”.

“ (…) Não é o filme que assistimos, é a nossa vida e o nosso futuro que estão a ser projectados”, afirma Simões Pereira numa clara alusão as decisões de José Mário Vaz.

“ (…) O PR infelizmente não sabe por onde ir e nem tem qualquer tipo de solução para o problema do país. Ele (José Mário Vaz) insiste em dar passos que a cada dia nos aproxima do abismo”, acusa Simões Pereira que chama ainda atenção que é chegada a hora de o presidente “parar a tomar estas decisões”.

“Ainda é tempo de o Presidente parar. Ele já tomou decisão errada, ilegal e inconstitucional e portanto inexistente. Mas é importante para não dar mais um outro passo e avançar com a nomeação de um governo inconstitucional”, adverte o líder dos libertadores que afirma por outro lado que o único governo constitucional e legal é o liderado por Carlos Correia.

Simões Pereira denuncia ainda que o seu partido abordou de forma urgente e legal a convocação do Presidente da Republica para a saída da crise que foi entregue nas primeira horas de segunda-feira seguinte e que na proposta o seu partido propõe acomodar todos os partidos com representação parlamentar e alguns sem representação, a sociedade civil e o próprio Presidente “para ter um espaço de afirmação da sua presença”.

“ (…) O PR disse que apresentamos-lhe um conjunto de cenários, uma espécie de proforma, e não apresentamos soluções concretas. Pedimos os partidos que estão connosco na assembleia para assinarmos um acordo de incidência parlamentar que garanta a desejada estabilidade. Três partidos políticos assinaram o documento e o documento foi entregue ao Presidente para mostrarmos que a solução criada não saiu simplesmente da nossa cabeça, mas é a que representa a determinação dos partidos representados no parlamento e que constitui a tal segurança”, explica.

A situação política ainda contínua sem solução e os membros do governo demitido continuam barricados na Prematura onde prometeram sair de lá só se José Mário Vaz reconsiderar a sua decisão em nomear Baciro Djá no cargo do primeiro-ministro.

Hoje a Comunidade internacional e os representantes dos corpos diplomáticos reuniram com estes políticos que agora, além dos apoios de alguns deputados da nação e dos líderes de outras forções partidárias, também recebem apoios dos combatentes da liberdade da pátria. A RSM soube que o propósito é tentar ultrapassar este impasse.

Em relação a situação política o secretário-geral das Nações Unidas reagiu através de um comunicado mostrando a sua “profunda preocupação” com esta crise que “afecta gravemente o funcionamento das instituições do país e ameaça o seu desenvolvimento socioeconómico”.

Ele pediu aos políticos guineenses que para “agirem de forma responsável” para evitar uma “escalada de violência”, depois de se terem registado confrontos a propósito da destituição do governo de Carlos Correia e a nomeação por decreto de Baciro Djá.

Ban Ki-Moon apelou também às Forças Armadas para que continuem a “agir de forma responsável” e “é hora de acabar com o impasse” e defender, de forma urgente, os interesses do povo com base na constituição do país.

O chefe da ONU também recomendou a busca do diálogo e que os manifestantes evitem actos de violência e uma escalada da situação.

 

Por: Elisangila Raisa Silva dos Santos

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