A Liga Guineense dos Direitos Humanos (LGDH) considera de grave as declarações do Presidente da República (PR), Umaro Sissoco Embalo, em relação ao espancamento e raptos dos activistas. A liga disse que as declarações tentam contra os valores da unidade, coesão nacional e do exercício imparcial da protecção da dignidade humana.

Nas suas declarações no Aeroporto Internacional Osvaldo Vieira depois de cumprir três (03) dias de visita a Portugal, Umaro Sissoco Embalo confrontado pela imprensa sobre a sua posição em relação ao rapto e espancamento de dois activistas alegadamente por elementos do batalhão da presidência da república, enfatizou que “quem não se cuidar alguém há-de cuidar dele”. Na mesma ocasião, Embalo questionou o paradeiro da LGDH a quando do rapto e espancamento do Deputado da Nação Marciano Indi, e da detenção abusiva do militante do PAIGC, Armando Correia Dias (vulgo Ndinho).

No entanto, em reacção, em conferência de imprensa, esta segunda-feira (12), o presidente da LGDH, Augusto Mário da Silva, acusa o PR de ter adoptado, como método do seu consulado, a implantação de terror para controlar a mente e a liberdade de expressão dos cidadãos.

“A materialização da sua intenção maléfica, emergiu em Bissau um esquadrão de repressão de cuja referência moral é supostamente o senhor Umaro Sissoco Embalo que, com a bênção deste, anda a espalhar o terror em tudo quanto é sitio”.

Relativamente às detenções e espancamentos arbitrários do Deputado da Nação e do militante do PAIGC invocado, Augusto Mário da Silva defende que contrariamente as declarações do presidente foi a primeira organização a denunciar o rapto do deputado Marciano Indi e de seguida empreendeu todas as diligências que as circunstâncias impunham a sua libertação”.

“No caso de Ndinho, graças a actuação pronta e eficaz da Liga o mesmo teve autorização para a assistência médica e medicamentosa e o acesso ao advogado, o que permitiu a sua libertação horas depois”, justifica.

O presidente da LGDH aconselha o Presidente a dotar uma conduta republicana e digna das funções que ocupa evitando deste modo proferir declarações que instiguem à violência e ao ódio.

“Tal atitude em nada abona a coesão e a paz social que tanto almejamos”, enfatiza Augusto Mário da Silva que lembra que, do presidente da república, a sociedade espera uma “postura galvanizadora de unidade nacional”

Para responder a citação do presidente da república de que “Quem não se cuidar alguém há-de cuidar dele”, a liga afirma que ninguém está acima da lei e, se por ventura, no exercício das liberdades, o cidadão extrapolar assiste, ao ofendido independentemente do seu estatuto social, o direito de recorrer aos órgãos jurisdicionais para garantir a responsabilização do infractor.

 

Por: Elisangila Raisa Silva dos Santos / Turé da Silva

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