O advogado do jornalista guineense Sabino Santos, da rádio Capital FM, disse esta quarta-feira, que o seu constituinte não fez nenhuma acusação directa a ninguém mas sim uma referência para que o ministério público investigue.

O advogado Fodé Mané falava após a audiência do seu constituinte, Sabido santos, no âmbito de uma queixa-crime movida por Domenico Sanca, dirigente do Movimento para a alternância democrática (MADEM G-15).

A queixa de Doménico Sanca estará a fazer referência ao programa Debate Nacional, moderado por Sabino Santos, aos sábados, onde é discutida a situação política do país.

Ainda para o advogado de Sabino Santos, Fode Mané, existe no país “um pouco de incompreensão da função dos jornalistas”.

“ Se existe boatos a circular, o objectivo da comunicação social é ajudar a esclarecer esse assunto ainda por cima os assuntos que estão relacionados a figura pública agora cabe ao ministério público fazer a sua investigação para apurar a verdade” sublinha, afirmando ainda que quem ouve o programa vai entender que “ o que foi recomendado é para o ministério público aprofundar, não existe nenhuma acusação a ninguém”.

O advogado considerou também que estão perante dois pesos e duas medidas porque “ rádio capital foi objecto de ameaça onde uma queixa foi apresentada neste tribunal mas o processo foi arquivado, apesar de existir todas as provas até porque a ameaça foi feito numa conferência de imprensa e também tem uma ameaça de incendiar esta estação emissora que o processo não foi adiante” lamentando que o seu outorgante “ não foi ouvido como declarante, como devia ser, mas como suspeito”.

Também foi ouvido na Vara Crime do Ministério Público, esta quarta-feira, líder partidário e comentador no Debate Nacional, Silvestre Alves, também acusado por Doménico Sanca.

Depois da audição, o advogado do suspeito, Vítor Embana, chamou atenção ao ministério público no sentido de ser coerente.

“ Ouve um processo semelhante a este mas o ministério público disse que segundo a lei não compete a ele investigar o processo mas sim o tribunal de sector, então o ministério público deve tomar atenção a isso e proceder como fazia no passado em relação aos outros processo para que o mesmo seja coerente” afirmou.

Sabino Santos e Silvestre Alves são ouvidos, segundo os advogados como suspeitos “nos termos do artigo 192.º e seguinte do Código do Processo Penal”, na queixa-crime movida por Doménico Sanca, antigo ministro e dirigente do Movimento para a Alternância Democrática (MADEM G-15).

O dirigente sustenta a sua queixa com a alegação de que teriam lesado a sua honra num dos debates ao “lançar suspeitas de prática de crime de alteração do Estado de direito” no país.

Por: Anézia Tavares Gomes

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