INTERMEDIÁRIOS ANUNCIAM QUE MAIS DE 100 MIL TONELADAS DE CASTANHA DE CAJU AINDA NÃO FORAM EXPORTADAS
A Associação Nacional dos Intermediários de Negócios da Guiné-Bissau, alerta que estará comprometida a campanha de castanha de caju do ano 2023, porque ainda estão com mais de 100 mil toneladas de castanhas de caju nos armazéns e nas matas ao nível nacional por exportar.
A alerta foi feita esta terça-feira, pelo presidente desta organização durante uma visita efetuada nos diferentes armazéns de stocagens daquele que é considerado o “ouro da Guiné-Bissau”, a castanha de caju, nos quais, segundo ele, de tantas humidades acabam por apodrecer enormes quantidades.
Entretanto pede uma intervenção urgente do Presidente da República, como forma de usar a sua magistratura de influência junto do governo, porque para ele a postura do governo devia ser, centralizar apoios aos seus produtores envés de os arrasar.
Lassana Sambú considera de triste a posição em que se encontra a castanhas de caju nos armazéns, o qual diz o motivou para esta situação que tem a ver com a demora dos mesmo nos armazéns, devido a falta do mercado para os esvaziar, ainda mais com a intensificação das chuvas que acabou por afeta-las negativamente.
“A campanha de castanha de caju para o ano 2023 estará ameaçada porque até ao momento que estamos aproximar do final do ano temos mais de 100 mil toneladas nos armazéns e matas, ou se queremos podemos dizer que só aqui em Bissau temos aproximadamente 85 mil toneladas e os restos estão nas mãos de produtores, não é normal desde o inicio chamamos atenção e o governo pauta só pelo seu compromisso com o FMI fazendo uma previsão orçamental e daí não pode mudar nem sequer circula porque senão estará comprometida e isso é mau, essa situação é gravíssima e o motivo desse estrago das castanhas tem a ver com demora dos mesmos nos armazéns devido a falta do mercado para os esvaziar, ainda mais com a intensificação das chuvas que acabou por afeta-las negativamente”, explica.
Como solução para resgatar da alerta concernente a campanha de caju para o próximo ano, o presidente da Associação Nacional dos Intermediários de Negócios da Guiné-Bissau, apela ao governo a redução das taxas, a fim de permitir que as pessoas manifestem os seus poderes de compra.
“O que o governo tem que fazer, uma vez que tem já um orçamento pronto há funcionar, deve equilibrar para melhor permitir o poder das compras a fim de ajudar o seu povo, nesta senda como solução para resgatar da ameaça concernente a campanha de caju para o próximo ano 2023 o governo de reduzir as suas taxas evitando braço de ferro com os compradores do produto porque essa campanha é suportada pelas pessoas que tragam dinheiros para a compra”, sustenta.
Lassana Sambú lamenta igualmente a ausência de empresa MAERKS que segundo ele, o governo fez de propósito para retira-lo do mercado nacional, afirmando que hoje em dia, deparam-se com enormes dificuldades em termos de exportações dos seus produtos.
Por: Diana Bacurim
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