20
Mar
2020

 

O infecciologista guineense congratulou, hoje (20), com a iniciativa do governo liderado por Nuno Gomes Nabiam, em ordenar a suspensão das actividades que possam aglomerar as pessoas e igualmente ordenou o fecho das fronteiras como medida de prevenir eventual propagação do coronavírus

Em entrevistado à Radio Sol Mansi (RSM), Faustino Gomes Correia, especialista em infecciologia afirma que esta é uma medida “muito oportuno e pertinente” para a Guiné-Bissau tendo em conta a propagação do vírus e a precariedade do sistema sanitário do país.

“A previsão do mundo e que a doença ainda continuará a propagar, mas sabemos que nas nossas fronteiras existem circulações constantes e se não prevenirmos, iremos correr o risco de contrariar se bem que países mais desenvolvidos não conseguem lutar sozinhos com a pandemia”.

Segundo o especialista guineense, os mais sujeitos a contrair o coronavírus são os idosos com mais de 60 anos de idade e pessoas com problema de estado de imunodepressão.

“As pessoas em maior risco são pessoas com problemas de diabetes, hipertensão e com problemas de coração ou com alguma doença de pulmão”, explica.

O especialista alerta que todas as pessoas correm risco de contrair a doença.

“Todo o mundo pode contrair a doença e que acabem com o mito de que as pessoas da pele negra não podem contrair ou morrer desta doença. Neste momento, o mais importante é que todos saibam que o único método é a prevenção”, adverte.

Em relação ao apelo da Organização Mundial de Saúde (OMS) que aconselhou os países africanos a prepararem para o pior em relação ao coronavírus, Faustino Gomes Correia disse que a preocupação deve-se a fragilidade do continente em relação à condição sanitária

“Se a pandemia cria problemas nos países mais preparados e o sistema de saúde muito mais bem organizado e estruturado e com o nível de população com o conhecimento maior, imagine para nós em África que ainda temos dificuldades em ter acesso a água potável e com condições sanitária. Portanto, existem conjunto de situações que fazem com que todos pensem que a África poderá sofrer com mais intensidade em relação aos outros continentes”, sustenta.

Segundo o especialista isso tem a ver também com a estrutura criada pelos governos africanos e por isso, segundo ele, as medidas devem ser tomadas desde logo.

Segundo os mais recentes dados a África contabiliza 801 casos acumulados de infecções com o novo coronavírus e 21 mortes em 36 países do continente africano.

Entre os países africanos lusófonos, Cabo Verde registou o seu primeiro caso na noite desta quinta-feira, os restantes não reportaram nenhum caso confirmado.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da Covid-19, infectou mais de 235 mil pessoas em todo o mundo, das quais mais de 9.800 morreram. Das pessoas infectadas, mais de 86.600 recuperaram da doença.

  

Por: Elisangila Raisa Silva dos Santos / Braima Sigá

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