Os guineenses perspectivam, depois do desfecho do contencioso eleitoral das últimas eleições presidências, o entendimento, a união e o respeito as leis da República para o desenvolvimento do país

As opiniões foram registadas, esta sexta-feira (11), pela Rádio Sol Mansi (RSM), semana em que o Supremo Tribunal da Justiça pronunciou-se sobre o desfecho final do processo eleitoral e, o PAIGC (Partido Africano para Independência da Guiné e Caboverde) que suportava a candidatura de Domingos Simões Pereira reconhece, no entanto, o presidente Embalo como o chefe do Estado eleito.

“Como o tribunal acabou por decidir apesar de ser tarde e o PAIGC também acabou por reconhecer o presidente esta situação é boa, o que estamos a espera é para que os guineenses reconciliem-se, que sofram, unam e respeitam os processos administrativamente jurídico é o que pode nos fazer avançar enquanto uma nação democrático”, sustenta um guineense ouvido pela nossa reportagem.

Uma outra opinião defende o respeito as leis da República, e espora que os guineenses respeitam as leis da República.

“Caso contrário seria uma anarquia. Qualquer país do mundo civilizado tem que trabalhar com base nas leis e caso contrário, será uma desordem. Apelamos que as pessoas respeitem o que diz a lei”, almeja outro guineense.

Entretanto, a RSM convidou o politólogo, Rui Jorge Semedo, para analisar o convite do presidente da República ao PAIGC, vencedor das últimas eleições legislativas, para integrar o actual governo. Rui Jorge considera de desnecessária a estratégia, porque quem está a governar não tem a legitimidade, por isso, não pode haver o entendimento político para a estabilização do país.

“A estratégia do presidente em convidar o PAIGC para fazer parte do actual executivo é uma mera cortesia, mas desnecessária. Numa democracia é preciso a oposição. Entretanto, é bom que seja compreendido neste momento se é que o partido que está a governar é quem tem a legitimidade de governar”, questionou o politólogo para depois afirmar que “objectivamente não há o entendimento político, porque o presidente da República continua a jogar”.

O comentador político da RSM sustenta ainda que o convite é mais um acto de manipular a opinião pública e na sua opinião o que devia ser é o cumprimento da legalidade constitucional e também dos resultados de Março [legislativas de 2019], porque “nós todos sabemos dos arranjos feitos para conseguir uma nova maioria inconstitucional e anti-regimental no parlamento, então este encontro é apenas um encontro político mas não é o que vai criar as condições para o entendimento, sobretudo para a estabilização do país”.        

Na quarta-feira (09/09), o presidente da República, Umaro Sissoco Embalo, convidou o PAIGC para tomar parte no governo liderado por Nuno Gomes Nabiam.

O convite, de acordo com a segunda vice-presidente do PAIGC, foi apresentado durante um encontro que mantiveram com o chefe do Estado, há 2 dias após o pronunciamento do Supremo Tribunal de Justiça sobre o contencioso eleitoral que deu sem efeito os recursos interpostos pelo colectivo dos advogados de Domingos Simões Pereira.

 

Por: Elisangila Raisa Silva dos Santos / Braima Sigá

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