GUINÉ-BISSAU EM SILÊNCIO PERANTE O ALERTA DA OMS SOBRE XAROPES DE FABRICO INDIANO FATAIS PARA CRIANÇAS

A Guiné-Bissau continua em silêncio em relação ao alerta da OMS sobre os 4 xaropes de fabrico Indiano usado para tratamento de gripe nas crianças e que já provocaram mortes oficiais de 66 crianças em África.

O silêncio do governo continua depois de uma semana que o alerta da OMS foi emitido e na sequência de imediato a Gâmbia começou a fazer a recolha dos medicamentos e proibiu o seu uso que segundo informações é para o tratamento de gripe e tosse nas crianças.

No entanto, o Senegal e o Togo emitiram um outro alerta avisando a população da suspensão do seu uso para o tratamento das crianças e garantindo que os processos legais estão a ser tomados para recolha dos medicamentos.

Mas em Angola, segundo um artigo publicado, ontem, pela agência Lusa, o Ministério da Saúde proibiu a importação e venda de quatro lotes de xaropes fabricados pela indiana Maiden Pharmaceuticals Limited.

Sabe-se que o alerta da OMS foi emitido a todos países suspeitos, mas, portanto, até agora não existe um pronunciamento oficial do governo da Guiné-Bissau, apesar de, desde sexta-feira última, a RSM tentar frequentemente ouvir o ministério da Saúde Pública e a unidade de controlo de medicamentos.

Igualmente, não se sabe se estes xaropes estão a ser vendidos ou utilizados para o tratamento das crianças aqui na Guiné-Bissau. O certo é que, segundo a OMS, os efeitos tóxicos incluem dor abdominal, vômitos, diarreia, incapacidade de urinar, dores de cabeça, estado mental alterado e lesão renal aguda que pode causar a morte.

“O SILÊNCIO DO GOVERNO É CRIMINOSO”

Diante deste silêncio das autoridades sanitárias, o comentador dos assuntos políticos da RSM, Rui Jorge Semedo, disse que este comportamento das autoridades guineenses podes ser considerado de um crime, porque deveria existir uma ação rápida e pública.

Rui Jorge Semedo diz ainda que é urgente a intervenção do ministério da saúde para evitar futuras consequências.

“Esperava-se que o Estado, através do ministério da Saúde Pública, para reagirem muito rapidamente alertando as pessoas, e se dor preciso poderiam ter usado os meios de comunicação social anunciando os nomes destes medicamentos e apelando as pessoas a não comprarem estes xaropes. Existem farmácias por excesso na Guiné-Bissau e o governo deveria avisá-las a não venderem estes medicamentos sob pena de serem castigados pela lei”, aconselha Rui Jorge Semedo.

Para o analista “é assim que as pessoas atuam perante um Estado responsável”, porque “não tenho a dúvida de que receberam qualquer comunicação por parte da OMS”.

“E, agora? Onde está a reação?”, questiona o politólogo que fala ainda na desorganização e irresponsabilidade.

No entanto, numa mensagem aos jornalistas que circula nas redes sociais, o diretor-geral da organização mundial de saúde, Tedros Ghebreyesus, pede todos os países para detetaram e removeram estes produtos que provoca mortes às crianças.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) emitiu, na semana passada, um alerta sobre quatro xaropes para tosse produzidos pelo laboratório indiano denominado “Maiden Pharmaceuticals”, que podem ter causado a morte de 66 crianças na Gâmbia.

Segundo relatos, os quatro remédios, foram identificados na Gâmbia, mas podem ter sido distribuídos em outras partes da África através do comércio informal.

 

Por: Elisangila Raisa silva dos Santos / Turé da Silva

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