06
Feb
2019

É celebrado, hoje (06), o dia internacional de tolerância zero a mutilação genital feminina. Na Guiné-Bissau a tendência tem estado a diminuir apesar da sua continuidade em algumas zonas de forma clandestina

As regiões de Bafatá, Gabú e a Zona norte concretamente sectores de Mansaba e Farim são as zonas que continuam a registar prática de forma clandestina.

Numa reportagem da Radio Sol Mansi, na cidade de Farim, as vozes ouvidas pelo correspondente, Maurício Na Boma, afirmam que a prática diminuiu bastante nos últimos tempos graças a sensibilização das organizações que intervêm na área e denunciaram que nos últimos tempos têm-se confrontado com a presença de cidadãos da vizinha Senegal que utilizam o território nacional para prática da mutilação devido ao impedimento nos seus países.

Ouvidos igualmente pelo repórter António Tchuda, em Mansaba, os populares admitem estarem cientes das consequências da prática após terem sidos sensibilizados pelas organizações ligadas a matéria e apelam a abolição por completo da prática no seio das comunidades.

Na zona leste concretamente cidade de Bafatá as vozes ouvidas pelo repórter Iaia Quadé também denunciaram a utilização do território nacional por parte de estrangeiros para pratica uma vez que a maioria das comunidades locais decidiram abandonar a prática um facto confirmado pela organização da defesa dos direitos da criança que atua na zona.

Entretanto, este ano para a comemoração da data, o Comité Nacional para o Abandona das Praticas Tradicionais Nefastas a Saúde da Mulher e Criança, escolheu algumas escolas públicas do país para uma sensibilização sobre os males da mutilação genital feminina.

Julieta Lobo de Pina, da direcção do comité, disse que a prática está a diminuir significativamente no país depois da aprovação, em 2010, da lei que criminaliza a prática da mutilação genital feminina.

Para Sónia Polónio, Responsável de protecção da criança na UNICEF, apesar da lei mas os trabalhos de sensibilização devem ser intensificados junto das comunidades e das escolas.

Unicef disse ainda que nos últimos cinco anos a excisão feminina diminuiu significativamente passando de 39 á 30 por cento das meninas de 0 a 15 anos excisadas e vê-se a queda a nível das mulheres.

Segundo os últimos dados, cerca 30 por cento das meninas menores de 14 anos são excisadas. Em 2018 o comité considera os resultados positivos através da parceria com as comunidades e organizações nacionais, estrangeiras e religiosas.

 

Por: Elisangila Raisa Silva dos Santos

 

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