20
Jun
2019

A directora nacional do Banco Central dos Estados da África Ocidental (BCEAO), Helena Nosoline Embalo, reconhece a queda de índice de actividades comerciais na Guiné-Bissau devido às constantes greves na administração pública com impacto negativo no Orçamento Geral de Estado (OGE)

Esta quinta-feira (20), em conferencia de imprensa, depois do encontro com os bancos comerciais, a directora nacional do Banco Central dos Estados da África Ocidental (BCEAO) sustenta que a situação económica e financeira do país em relação a atual onda de greve na administração publica evidencia o aumento de défice público e da divida pública.

Segundo Helena Nosoline Embaló, os factos são registados num contexto de quebra do preço da castanha de caju e os indicadores terão impacto nas actividades económicas e bancarias do país.

“Os desenvolvimentos recentes evidenciam o recuo de alguns indicadores da conjuntura com destaque para aumento do défice público face ao período homólogo”.

Nosoline Embalo lembra que o presente ano caracteriza-se pela queda na ordem dos 45 por cento na comercialização da castanha de Caju e a alteração da taxa imposta pelo governo terão reflexos na arrecadação das receitas do Estado e na vida das populações guineenses.

A directora da BCEAO aponta os riscos ligados ao atraso na exportação do produto, base da economia nacional, e ainda da alteração da taxa que acabam por ter reflexo no Orçamento Geral de Estado (OGE).

“Se compararmos com o desempenho do ano passado, a esta altura do ano já tinha sido exportada a maior parte da campanha e esses riscos são decorrentes da própria quebra do preço a nível internacional e do facto de a nossa economia estar a ser vulnerável aos choques externos e estar muito dependente da exportação de um só produto”

A directora da BCEAO diz ainda que os bancos comerciais estão disponíveis e implicados no financiamento da campanha e comercialização da castanha de caju.

Recentemente a BCEAO realizou encontros importantes ligados ao financiamento da economia nacional e da campanha de comercialização da castanha na Guine Bissau.

 

Por: Elisangila Raisa Silva dos Santos

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