A República Federativa da Nigéria entregou oficialmente, esta segunda-feira (17), ao governo da Guiné-Bissau, os 150 kits destinados ao processo do recenseamento eleitoral e com isso as autoridades prometem criação de condições para financiar próprias eleições

Os materiais doados foram entregues ao primeiro-ministro no princípio da tarde desta segunda-feira (17), pelo embaixador da República Federativa da Nigéria em Bissau, assistido pelo Chefe da Missão do Timor Leste, pela Comunidade Internacional e pelos partidos políticos com a representação parlamentar.

A ocasião serviu para o Chefe do Governo, Aristides Gomes, prometer a criação de condições desejadas para que a Guiné-Bissau não volte a pedir “inutilmente” emprestado kits de outros países.

“Vamos criar condições para que a ajuda seja transformada num factor de independência, um factor de autonomia em relação a esta própria ajuda. Nesta perspectiva vamos criar condições para que, doravante, a partir das próximas eleições legislativas, pelo menos, para que a Guiné-Bissau esteja em condições para financiar as suas próprias eleições”, promete.

No total são 350 kits que as autoridades da Nigéria vão pôr a disponibilidade da Guiné-Bissau “brevemente” para o recenseamento eleitoral, garante o embaixador da Nigéria, no ato da entrega dos primeiros 150 kits.

“Os 350 kits não foram transportados á Guiné-Bissau devido a questões de logísticas”, explica.

Apesar da chegada de alguns kits, o governo ainda não pronunciou o dia exacto para o início de recenseamento eleitoral que culminará com as eleições legislativa de 18 de Novembro próximo.

Entretanto, na manhã de hoje (17 de Setembro), em declaração à imprensa, o director-geral do Gabinete Técnico ao Processo Eleitoral, Alem Sanca, garantiu que o inico do recenseamento eleitoral para ainda semana.

No mês de agosto último o chefe do governo procedeu abertura oficial do processo com a duração de 30 dias, sem no entanto ter os kits disponíveis. Agora o recenseamento decorrerá fora da data inicialmente estipulada.

Ainda sobre o processo eleitoral de 18 de Novembro, o Movimento Guineense para o Desenvolvimento chama atenção na necessidade de consultas nacionais mais inclusivas e transparentes, sem pressão político-partidárias ou internacionais, no sentido de escolher uma data razoável para as eleições legislativas, respeitando todas as normas constitucionais e/ou as leis eleitorais do país.

Por outro lado Movimento exige um esclarecimento público por parte da Comissão Nacional de Eleições (CNE) e do Gabinete Técnico de Apoio ao Processo Eleitoral (GTAPE), relativamente ao prazo de 60 dias antes das eleições, para a apresentação de candidaturas junto ao Supremo Tribunal de Justiça, que seria no dia 18 de Setembro (data limite).

O movimento lamenta, por outro lado a ineficácia do Governo liderado por Aristides Gomes, cuja maior missão era de organizar as eleições no dia 18 de Novembro, de acordo com o decreto Presidencial nº 7/2018.

 

Por: Elisangila Raisa Silva dos Santos / Braima Siga

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