O presidente da República afirmou que o país tem uma missão clara que é a de realizar as eleições legislativas que certamente será um desafio para os próximos governantes.

“ Este ano, temos uma missão clara que é a realização das eleições legislativas já marcadas para 10 de Março deste ano. Realizadas as eleições, certamente teremos novos desafios no futuro para os próximos governantes a quem o povo irá confiar o seu voto para os próximos quatro anos. Façamos de 2019, o ano da consolidação do poder democrático na Guiné-Bissau” diz para depois afirmar que “ deixo uma palavra de profunda gratidão as forças de defesa e segurança que trabalharam arduamente ao longo desses 4 anos e 6 meses para manter o clima de paz civil e segurança interna que hoje o país se desfruta”.

José Mário Vaz que falava esta quarta-feira (9 de Janeiro) durante o acto de cumprimento de ano novo do governo e forças armadas, poder judicial, sociedade civil e entidades religiosas reconheceu igualmente o papel neutro da classe castrense durante a crise política.

Ao poder judicial, o presidente da República pediu que faça do 2019 o ano de consolidação do poder democrático na Guiné-Bissau.

“Façamos de 2019, o ano de consolidação de poder democrático no país. 2019 será marcado com inúmeros desafios e contamos com o apoio do poder judicial. O povo guineense espera mais da justiça. Vivemos momentos de grandes desafios da nossa democracia, temos que confiar mais em nós próprio e com sentido patriótico devemos juntos virar a página e dar início a uma nova fase a história da Guiné-Bissau”, afirmou o chefe de estado.

“ O processo de recenseamento eleitoral atingiu a velocidade de cruzeiro”

No entanto, o primeiro-ministro Aristides Gomes sublinhou que o processo de organização das eleições legislativas atingiu hoje a sua velocidade de cruzeiro e o recenseamento eleitoral foi o ponto mais alto “ porque pela primeira vez, realizamos um recenseamento inteiramente biométrico no país”.

“ Com mais de 95% da população de votantes estimadas, recenseada até o fecho das operações desse registo, o governo teve que fazer face à complexidade intrínseca as mesmas”, aponta o primeiro-ministro.

Aristides Gomes assegurou ainda que “a realização das eleições não sendo um fim em si, o governo adoptou a via da preparação dessas ultimas se descurar a necessidade de estabilização das instituições políticas e contribuir para a melhoria do quadro de funcionamento da economia”.

“ É fundamental a separação de poderes constitucionais”

Entretanto, o presidente de Supremo Tribunal de Justiça Paulo Sanha que falou em nome do poder judicial afirma que em um estado que se pretende constitucional de direito democrático, “é fundamental a separação de poderes que não deve ser entendida como causa de disputas institucionais, e ou querelas emocionais entre os titulares dos órgãos que encarnam os respectivos poderes”.

“ O poder judicial pretende-se e deve ser independente. Não há verdadeira democracia sem um poder judicial independente, imparcial e forte, o que não constitui nenhum privilégio dos magistrados, mas sim, uma garantia dos cidadãos”, aconselhou.

Por outro lado, lembrou que tendo em conta a especificidade da justiça, “é imperioso manter-se vigilante dada a tentação que está sempre sujeita”.

O presidente do Movimento Nacional da Sociedade civil Fodé Caramba Sanha recomendou a revisão das eventuais irregularidades verificadas no processo de recenseamento eleitoral alvo de contestação por diferentes franjas sociais “ o que tornou-se numa preocupação nacional”.

Na mesma ocasião, o presidente da República recebeu cumprimentos dos líderes das comunidades religiosas.

De referir que amanhã presidente da República vai receber o cumprimento do ano novo dos corpos diplomáticos acreditados no país.

Por: Nautaran Marcos Có

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