O Ministro do Ambiente e Biodiversidade do governo liderado por Nuno Gomes Nabiam promete propor ao conselho de ministros a criação urgente de um decreto para estancar a construção anárquica nas zonas húmidas sobretudo na Capital Bissau.

A promessa foi feita no fecho da visita ministerial as zonas húmidas da cidade de Bissau efectuada esta quarta-feira entre os ministros do Ambiente e Biodiversidade e o da Administração Territorial e Poder Local incluindo os técnicos dos dois ministérios.

Segundo Viriato Cassama, considerado um perito guineense na área das mudanças climáticas e vários anos director geral do ambiente e rosto da Guiné-Bissau nos fóruns internacionais sobre as mudanças climáticas, as zonas húmidas não pode continuar a ser ocupada de uma forma desorganizada como tem sido verificado nas periferias de Bissau.

“Vamos propor ao conselho dos ministros criação urgente de um decreto-lei para estancar no seu todo as construções anárquicas nas zonas húmidas, isso não quer dizer que ninguém pode construir nas zonas húmidas, mas sim perante uma regra, porque existe a regra e essas construções anárquicas vamos banir de vez e espero que vou ter o apoio dos meus colegas ministros para que esse decreto-lei possa passar no conselho dos ministros, para podermos estancar esta problemática”.

Segundo o ministro, independentemente do impacto logístico que é causado aos olhos de todos, as zonas húmidas têm um impacto grande porque é ali que a água se filtra para alimentar os furos que servem para o consumo humano e assim como dos animais.    

A mesma ideia foi reforçada pelo titular da pasta da Administração Territorial e Poder Local, Fernando Dias, que, segundo ele, a visita prometeu-lhe identificar que outrora fazem a cedência errada para construção das infra-estruturas habitacionais e das unidades de produções.

“Compreendemos que não obstante que nós [Camara Municipal de Bissau] que concedemos espaços para construções das infra-estruturas habitacionais e de algumas unidades de produções como o caso de algumas bombas de combustíveis, hoje chegamos a conclusão de que muitas das vezes fazemos isso de uma forma errada. E já identificamos problemas, vamos reunir com os nossos técnicos e depois estes vão reunir com os técnicos ambientais e a partir daí eles vão nos trazer uma proposta de soluções e essa proposta de soluções, nós [ministros] vamos levar para o conselho dos ministros para posteriormente termos medidas necessárias”, promete.      

As zonas húmidas, sobretudo da capital Bissau, continua a sofrer grandes pressões para construções das infra-estruturas habitacionais e da unidade de produções.

 

Por: Elisangila Raisa Silva dos Santos / Braima Sigá

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