O director-geral das Infraestruturas e Transporte revelou, esta segunda-feira (10/02), que a suspensão dos trabalhos da reabilitação de alguns troços de Bissau assim como do interior deve-se a falta de pagamento da cota por parte do governo ao Banco de Desenvolvimento da África Ocidental (BOAD).

A revelação é feita numa entrevista a rádio Sol Mansi por Ismael Marcolino Soares da Gama sem no entanto avançar com o montante em causa.

“Em Bissau, relativamente às vias urbanas tinham o projecto de BOAD, para retomar as artérias da cidade, mas, infelizmente há problemas que tem a ver com a questão da cota do governo, daí que neste momento está suspenso bem como também a terceira circular e o desenvolvimento do projecto que concerne a ligação Safim-São Domingos- Varela, todos estão parados neste momento”, revelou para depois afirmar que no que concerne ao montante em causa, “não é da minha alçada mas, acredito que o governo está a resolver o problema”.   

Contudo o director-geral das Infraestruturas e Transporte avançou que em breve vai retomar os trabalhos da reabilitação de algumas vias rodoviárias do interior, porque segundo ele, a situação em que se encontram algumas, é muito caótica.

“A estrada que liga Granja-retunda da 2ªesquadra [Bissau], nas próximas semanas vai ser alcatroada porque tudo já esta pronto. Na `polémica´ estrada Gabu-Pirada [Leste] que, estamos a tentar colmatar a situação dos buracos que agora já é mais cratera em si e queremos até alcatroar e para ser sincero não há verba, mas está no nosso plano. Também os trabalhos da reabilitação que tínhamos suspendido de Aeroporto-Safim-Jogodul, assim como para zona do São Domingos, que é a zona muito crítico para saída de Bissau, vai ser retomado dentro de uma ou duas semanas, é só uma questão de tempo porque o recurso não é tao grande. O estado da nossa estrada é bastante caótica e foi degradando ao longo dos anos e está bastante patente e visível por todos, mesmo que com a contribuição dos motoristas, não será suficiente e o governo tem que envolver com ajuda dos parceiros”, lamentou.    

Para o responsável “dois aspectos são principal causa da degradação sistemática das estradas alcatroados no país: um tem a ver com a questão da drenagem e a outra tem a ver com acesso de carga nos nossos eixos rodoviárias”.

Maiorias das estradas do país ao longo dos anos têm-se degradado e dificultando a circulação da população sobretudo no escoamento dos seus produtos.

O início de obra para construção da estrada, retunda do aeroporto-Safim, ainda sem data prevista.

Entretanto, na mesma entrevista Ismael Marcolino Soares da Gama anunciou que o atraso em indemnização dos donos das casas da berma de estrada que liga retunda do aeroporto-Safim continua a dificultar o início da construção desta estrada que terá três faixas de cada lado, financiado pelo governo Chines.

“Infelizmente não avançou ainda porque há problemas de delineado feito devido faixa de rodagem e vai alcançar algumas casas e os proprietários dessas casas têm que ser indemnizado e não é fácil, também temos a estrada do Quebo-Boké e em breve vai começar. Ainda na quarta-feira passada estávamos reunidos com o Banco Africano para Desenvolvimento que é financiador desta via rodoviária e espero que ainda este ano, vamos dar início aos trabalhos, também aí está o mesmo problema da endemizarão, só que este é mais pacífico em relação ao do Aeroporto-Safim”, justificou.  

Questionado se o atraso em indemnização não pode contribuir para que o país perca o montante disponibilizado pelo governo Chines Ismael da Gama, disse que “ não de maneira nenhuma. Neste momento, o executivo está a estudar o plano `B´ sobre o referendo, porque o que está em causa é o número do eixo da via, mas estamos a tentar sensibilizar o ministro das Finanças e o primeiro-ministro no sentido de poder indemnizar a população para não perdemos este projecto porque é um projecto que vai nos ajudar muito”, reconheceu.

Em 2018, China anunciou o apoio de 30 milhões de dólares para construção de estrada que liga a rotunda do aeroporto-Safim, num total de 8,2 quilómetros, e terá três faixas de cada lado.

A estrada é principal entrada para capital Bissau e recebe o trânsito proveniente do norte, sul e leste do país.

Foi no mesmo ano, que o Banco Africano de Desenvolvimento (BAD) prometeu disponibilizar 50 milhões de euros à Guiné-Bissau e Guiné-Conacri para o lançamento da primeira fase da construção da estrada Quebo e Boké.

Por: Braima Sigá

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