15
Sep
2017

Guineenses debateram, hoje, em Bissau, os desafios da transparência na gestão de erário público e dos recursos da Guiné-Bissau. O debate enquadra-se na terceira edição dos ciclos de conferências do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas (INEP)

Na abertura dos trabalhos o director do INEP, Leopoldo Amado, diz que o tema escolhido deve ser de grande valia para o país sendo que aos poucos vai ajudar a resolver os problemas existentes a nível nacional.

Leopoldo Amado que aproveita a ocasião para falar do Ensino da Historia enquanto ferramenta para a construção e a consolidação da paz na Guiné-Bissau afirma ainda que a história é cartão-de-visita de um país.

“Vários países elegeram o curso da história como o mais privilegiado, não porque é a disciplina mais importante”, lembra.

Para o orador do tema “Guiné-Bissau e desafios da transparência na gestão de erário público e dos recursos”, Carlos Vamain, o país atravessa serie de crises políticas devido a falta de estruturação desejada.

“Sabemos que a Guiné-Bissau, neste momento, está a atravessar uma serie de crise e a nossa crise é profundamente estrutural. Está ligada a estrutura do país que temos. É um país que enfrenta vários desafios porque está estruturado para não desenvolver”, sustenta.

Entretanto, a ausência dos jovens nas conferências realizadas pelo INE, que teve início em 2015, foi criticada por Leopoldo Amado. Segundo ele os jovens que passam as vidas divertindo em “bancadas” alegando a falta de ocupação e faz-se a conferência do tipo e sem a presença massiva dos jovens.

“Na Guiné-Bissau foi possível, enfim, resolver problemas complexos e sem uma passagem de testemunho. A minha geração questiona e legitimamente se houve esta passagem e vocês com uma serie de coisas para questionar antes disso, nem se quer estão preocupados com a possibilidade forte de nem se quer um testemunho vos seja passado”, critica.

Durante os debates desta quinta-feira, os participantes interrogaram o destino do dinheiro público e dos impostos e fundos que o povo paga ao Estado guineense. No entanto, pedem mais concretização na prática o debate que são debatidos nas conferências.

Ainda na próxima semana haverá quarta sessão de ciclos de conferência que começou em Junho e será discutido “O ensino da Historia enquanto ferramenta para a construção e a consolidação da paz na Guiné-Bissau”.

Igualmente, a “interferência do poder político no sistema judicial guineense irá merecer debate em Outubro próximo.

 

Por: Elisangila Raisa Silva dos Santos

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