A cultura de caju que domina quase maior zona das florestas do país está a dificultar os trabalhos da campanha de replantação das diferentes espécies de árvores que está a ser executada, neste momento, pelo governo

Face a esta preocupação levantada, ontem (24), pela responsável do sistema geográfica da direcção geral das florestas e fauna que igualmente está a fiscalizar os trabalhos da reflorestação na região de Bafatá, a Radio Sol Mansi (RSM) ouviu, na manhã desta quinta-feira (25), o coordenador da ONG Sahel 21 que trabalha no domínio da conservação da natureza na zona leste, Abudo Cassamá, que defende que “a zona leste é a zona que opta muito na cultura de caju e o facto tem de ser controlado”.

Para Cassamá, a única forma de diminuir a pressão florestal para cultura de caju é a distribuição das sementes para que os agricultores possam ir para bolanhas.

Na abertura oficial da campanha da reflorestação, iniciada no dia 23 corrente, onde o governo pretende replantar mais de 200 mil plantas de diferentes espécies em diferentes regiões do país, o director geral do Instituto da Biodiversidades e das Áreas Protegidas, Justino Biai, sustentou que a prática da monocultura influencia “negativamente” a libertação da substância das árvores na luta contra pragas florestal.

Nas últimas décadas as florestas sofreram muito com a plantação de caju e em 2012 foi surpreendido com abate dos troncos de grande porte para exportação, facto que motivou em 2015 o governo a decretar uma moratória de 5 anos que termina em 2020.

A nova ministra da Agricultura e Floresta disse, esta semana, que vai tentar influenciar para que a moratória seja prolongada para mais 5 anos, como forma de preservar as florestas e o repovoamento das espécies em extinção.

 

Por: Elisangila Raisa Silva dos Santos / Braima Sigá

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