23
Mar
2020

Guiné Bissau relatou, esta segunda-feira (23 de Março), os primeiros dois casos suspeitos da pandemia de coronavírus. Entretanto, até neste momento não existe nenhum caso confirmado pelas autoridades competentes.

Informação avançada pelo director geral da Epidemiologia e Segurança Sanitária do Ministério da Saúde Pública da Guiné-Bissau, a margem da abertura do encontro de capacitação de cerca de 50 técnicos de saúde dos diferentes centros hospitalares do país, no domínio da prevenção do novo coronavírus.

Segundo o Salomão Mário Crima, neste momento, no país, aguarda-se os resultados dos testes enviados ao laboratório especializado e, assim que forem confirmados, autoridades componentes vão proceder ao anúncio oficial.

“Até neste momento não há nenhum caso confirmado, mas existem dois casos suspeitos que estão a ser trabalhados e estamos a guardar os resultados, assim que for confirmado, a entidade competente vai pronunciar. E neste momento a vigilância está reforçada no país e estamos a trabalhar neste sentido”, explica.

Mário Crima afirma ainda que os dois suspeitos são estrangeiros mas residem em Bissau, um é da RDC [Republica Democrática do Congo] e o outro é da India, e todos eles já estão no isolamento nas suas residências.  

O responsável anunciou por outro lado que a Guiné-Bissau já despõe do laboratório disponível e kits para diagnosticar qualquer caso suspeito do Coronavírus.

“Temos Laboratório Nacional da Saúde Pública e temos kits para os exames e estão a ser trabalhados para quando houver o caso suspeito que a amostra seja levada para o laboratório”, garante.

Contudo esta disponibilidade do país ter o laboratório vocacionado e kits para diagnosticar qualquer caso suspeito do coronavírus, Salomão Mário Crima lamenta a desobediência de alguns em continuar a frequentar os locais de aglomeração sobretudo nas praias.

“É triste esta situação, porque vimos em muitos países onde a inegligência levou o sofrimento actual, então queremos apelar as pessoas que evitem este tipo de aglomeração sobretudo para os não conhecedores da matéria, se o governo orientou para que evitamos aglomeração é bom que compramos, se este tipo de comportamento continua o governo vai accionar outro tipo de medida para desencorajar este ato, porque se dá para uma situação que vai complicar, os números de casos que possam aumentar vai ser uma fatalidade para o país, por isso as pessoas têm que ser mais sensatas e mais obedientes”      

Dos 54 países africanos, pelo menos 40 já testaram positivo da Covid-19; as maiores incidências estão localizadas em Burkina Faso, no Egipto e na África do Sul.

Este final de semana, o ministro da Economia e Integração Regional do governo liderado por Nuno Gomes Nabiam revelou que a Guiné-Bissau, ainda não recebeu nenhum fundo internacional sobre novo coronavírus, responsável pela pandemia da Covid-19.

Segundo o governante, Vítor Mandinga que é também o porta-voz da comissão interministerial sobre prevenção do novo coronavírus, a pandemia não é um problema da Guiné-Bissau, mas do mundo, por isso nenhuma organização deve misturar a situação política com o flagelo.

Apesar destas medidas ainda as pessoas continuam a aglomerar nas praias e em algumas bares e restaurantes que continuam abertos aos olhos de todos.

 

Por: Elisangila Raisa Silva dos Santos / Braima Sigá

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