Os músicos da Guiné-Bissau exigem do governo a subvenção na sequência da Pandemia da Covid.

Passado quase um ano sem actuar devido às restrições impostas pelas autoridades nacionais para conter a propagação do Coronavírus, os músicos vieram ao público, hoje (22 de Fevereiro), exigindo mais atenção das autoridades políticas em relação às suas situações porque, segundo eles, estão a passar por necessidades.

Em conferência de imprensa, um dos porta-vozes da Associação dos músicos profissionais guineenses, Luís Mendes (vulgo Ichi) do conjunto Iva e Ichi, adverte que caso as suas exigências não forem atendidas irão sair às ruas em sinal de desespero.

“Se em dentro de pouco tempo o nosso problema não for resolvido, vamos sair às ruas com os nossos filhos”, ameaça o músico guineense.

O presidente da Associação dos Músicos Profissionais Guineenses, Justino Gomes Delgado, disse que a actual situação dos músicos não deve continuar e, não obstante, acusa um grupo de guineenses de estar a viver às custas de outra classe trabalhadora.

“É um bocado triste quando as pessoas disfarçam desta forma, porque é inconcebível certo comportamento das pessoas que fingem. Chegando aqui depois da minha estada em Portugal, vejo as pessoas a cantarem a pedirem esmola. (…) Não podemos sempre cingir na pobreza que existe no país e algumas pessoas estarem a enriquecer aos sacríficos de outras pessoas”, sustenta o embaixador da música moderna da Guiné-Bissau.

Os músicos guineenses não querem que as salas de lazer sejam abertas porque reconhecem que ainda persiste a pandemia, mas querem fazer parte na luta contra a Covid 19 na Guiné-Bissau. Entretanto, Justino Gomes Delgado exige que, a par de outros colegas dos PALOP, sejam dados as merecidas subvenções.

“Que paguem os artistas um ano em que ficaram parados, a par dos outros países que nunca deixaram os artistas para trás”, exorta Justino Delgado.

Os músicos guineenses prometem entregar um documento às autoridades nacionais exigindo o reembolso das suas subvenções durante o confinamento e advertem que será o princípio de uma luta para dignificar a classe.

 

Por: Elisangila Raisa Silva dos Santos

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