10
Jan
2020

Centrais sindicais do país; a União Nacional dos Trabalhadores da Guiné e a Confederação Geral dos Sindicatos Independentes desvalorizam o comunicado do conselho de ministros que apela a compreensão dos sindicatos em relação ao actual momento

O governo através do conselho de ministros apelou, na quinta-feira (09), a compreensão dos sindicatos e de todos os servidores do Estado para a delicadeza da actual situação financeira do país, caracterizada por uma expansão da massa salarial que representa aproximadamente 60%em relação as receitas fiscais, ao invés de 35% recomendado pelas normas da UEMOA, o que, segundo o executivo, impede novos aumentos salariais a curto prazo em que o país figura no terceiro lugar ao nível da UEMOA.

A este facto o porta-voz da comissão negocial das duas centrais Sindicais, João Domingos da Silva, numa conferência de imprensa, disse que os sindicatos lamentam o referido comunicado do governo que “não tem fundamento e nem o enquadramento”.

“Temos só que lamentar este comunicado do governo que no nosso entendimento não tem enquadramento na realidade guineense, ou seja figurar na terceira posição ao nível da UEMOA em termo de salario mínimo é preciso ter maiores ingredientes para esta avaliação e sobretudo no custo de vida, no abono da família assim como a assistência médica e medicamentosa”, sustento o porta-voz da comissão Negocial da greve.

Depois da observação da paralisação na função pública, as duas centrais Sindicais do país projectam entrar com a nova vaga de greve de três dias até que o executivo liderado por Aristides Gomes cumpra com as exigências.

O porta-voz da comissão negocial da greve das duas centrais sindicais sustenta que o governo continua passivo perante as ondas de paralisações dos sindicatos.

“Centrais sindicais vão voltar com a segunda vaga de greve nos dias 14, 15 e 16 ou seja terça, quarta e quinta-feira e o pré-aviso foi entregue ao governo na quinta-feira (09) para continuar a exigir que o executivo cumpra com todos os pontos do memorando em Agosto do ano passado contudo a passividade deste governo em turno das paralisações na administração publicação”, ameaça.

Na mesma conferência de imprensa as duas centrais sindicais do país (a União Nacional dos Trabalhadores da Guiné e a Confederação Geral dos Sindicatos Independentes) consideram adesão da primeira vaga de greve 96 por cento e prometem continuar com as paralisações até que o governo cumpra todos os pontos das exigências.

As duas Centrais Sindicais tinham iniciada na passada terça-feira, dia 7 do corrente mês, a primeira vaga de greve de três dias, e reivindicam, entre outras, a conclusão do processo de aprovação do novo Código de Trabalho na Guiné-Bissau, actualização e implementação de Abono da Família e redefinição dos critérios de atribuição de valores inerentes à assistência médica e medicamentosa aos funcionários públicos.

O reforço da política de proteccionismo laboral no país, a aprovação do Estatuto do Conselho Permanente de Concertação Social e a criação da sua sede, harmonização da tabela salarial na administração directa/indirecta e institucionalização do salário mínimo no valor de 100.000 francos CFA aos servidores de Estado, são  outras reivindicações constantes no pré-aviso de greve.

 

Por: Elisangila Raisa Silva dos Santos / Marcelino Iambi

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