Baciro Djá: “NOMEAÇÃO DE BRAIMA CAMARÁ COMO PRIMEIRO-MINISTRO, NÃO REVÊ A API CABAZ GARANDI”
O presidente em exercício da Aliança Patriótica Inclusiva (API Cabas-Garandi) diz que a nomeação de Braima Camará para chefiar um novo governo da iniciativa presidencial não revê a API Cabas-Garandi.
“API não se revê neste Governo, porque tem um presídium, tem uma equipa técnica que não foi convocada por efeito, tem um órgão de presídium que não foi convocada por efeito”, diz Baciro Djá, igualmente líder da Frente Patriótico para a Salvação Nacional (FREPASNA), em conferência de imprensa realizada, este domingo, na sede nacional do Partido em Bissau, à margem da reunião ordinária da comissão política do FREPASNA, para analisar a situação atual do país.
“(..) Braima Camará, ao chegar ao país, vindo de Lisboa, disse que o presidente [Umaro Sissoco Embaló] convocou-lhe em quanto API para lhe comunicar que já tinha reunido com Nuno Nabiam e o Fernando Dias na qualidade da API, mas nós, enquanto membros da plataforma, não temos nenhum documento oficial e o Presidente da República é um órgão da soberania, tenho a certeza absoluta que, ao convidar API, teria que endereçar uma carta para o devido efeito”, explicou Djá.
Entretanto, questionado se a nomeação do Braima Camará seria uma surpresa para a platoforma, Baciro Dja afirma que não, porque já havia sinal do distanciamento do Camará nas atividades da coligação API Cabas-Garandi.
“Para mim isso não é surpresa, já havia sinais. A ausência de Braima Camará no acordo de Paris era um sinal visível, o seu distanciamento nas actividades da API também era sintomática, portanto nós na API, temos uma visão e temos ambição, este Governo, é Governo das pessoas gananciosas”, considera Baciro Djá.
O líder da FREPASNA entende que o suposto entendimento entre Braima Camará e o Presidente Umaro Sissoco Embaló, não é política mas sim clientelismo.
“Isto não é a política, política é discussão da ideologia, discussão dos valores democráticos, discussão de estratégia do desenvolvimento, não é esquema não, e sobretudo eu penso que as pessoas devem ter um senso de seriedade e do limite, porque de facto, os pronunciamento de Braima Camará sempre disse que nunca iria aceitar ser um primeiro-ministro sem ser eleito”, disse acrescentando que “isso não é estratégia, não é política, é clientelismo e tudo fora da politica”.
Braima Camará foi nomeado na quinta-feira por decreto presidencial para chefiar mais um governo da iniciativa presidencial e no dia seguinte foi empossada. Na sua primeira declaração aos jornalistas, promete formar um governo mais tardar até este segunda-feira.
Por: Braima Sigá
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