ANAG ALERTA PARA FRACO RENDIMENTO DA CAMPANHA AGRÍCOLA 2025 E EXIGE PROGRAMA DE EMERGÊNCIA PARA CAMPONESES
A Associação Nacional dos Agricultores (ANAG) lançou um alerta para o fraco rendimento da campanha agrícola de 2025, motivado pelas chuvas irregulares e pela baixa produção de caju, um dos principais cultivos do país.
Em entrevista exclusiva à Rádio Sol Mansi, o vice-presidente da ANAG, Corca Dialó, pediu urgente implementação de um programa de emergência para apoiar os agricultores, que enfrentam dificuldades financeiras e perdas significativas em vastas áreas de cultivo.
“A produção de caju este ano é muito baixa e isso está a afetar fortemente os camponeses. Por isso, solicitamos ao governo um programa de emergência para apoiar os agricultores,” enfatizou Dialó realçando que a Guiné-Bissau depende excessivamente da importação de arroz apesar do potencial agrícola
Como ponto crucial, Corca Djaló destaca a dependência do país na importação de arroz, um cereal que poderia ser cultivado em abundância localmente, dada a extensão das terras aráveis disponíveis.
“É uma vergonha que a Guiné-Bissau importe quase 90% do arroz consumido, quando temos terras férteis que poderiam garantir a autossuficiência e até exportação,” criticou o vice-presidente da ANAG.
Perante essa realidade, a ANAG defende a realização de uma Conferência Nacional sobre Agricultura, com o objetivo de discutir soluções concretas para transformar o setor agrícola e recuperar o protagonismo do país como celeiro da sub-região.
“Queremos analisar os bloqueios que impedem o desenvolvimento agrícola e fazer da Guiné-Bissau um líder na produção de arroz e outros alimentos,” afirmou Dialó.
Segundo o Ministério da Agricultura e Desenvolvimento Rural, dos 306 mil hectares de terra apta para produção de arroz, apenas 67 mil hectares estão sendo explorados, reforçando o subaproveitamento do potencial agrícola do país.
Apesar dos desafios, o país conta com abundantes recursos naturais, água, florestas e terras férteis que, se bem aproveitados, podem suprir as necessidades alimentares da população e promover o desenvolvimento rural.
A situação exige ação imediata para evitar que a agricultura guineense entre em colapso e garantir o sustento dos camponeses e da nação como um todo.
Por: Marcelino Iambi
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