12
Oct
2016

A Organização de Amigo das Crianças (AMIC) diz estar preocupada com a actual situação de casamento forçado e gravidez precoce no país, sendo que a organização continua a receber regularmente casos desta prática a nível nacional

Sobre as denúncias em relação ao aumento desta caso no país e principalmente no interior, a Rádio Sol Mansi (RSM) falou com o administrador da AMIC, Fenando Cá, que esta situação deve-se na actual circunstância do país.

“Por uma parte tem a ver com a situação da pobreza que leva os pais a levarem as filhas para o casamento sem pensar nos seus direitos e nem no seu interesse pela escola ou pela idade”, explica Fernando que sustenta ainda que quando dão as filhas ao casamento entendem que estão a livrar de mais despesas.

“Também o marido pessoa paga um dote. Nestas circunstancia a menina é tratada como uma mercadoria que está a ser vendida. Porque o dote fixa -se em um montante. Outros pedem cabras, zinco, carneiro, vacas e outros bens”, lamenta.

A AMIC tem um centro de acolhimento que se encontra em Bissau. Actualmente recebe mais de 50 meninas, a maioria abandonada pelos familiares. A maioria veio de Catió, das ilhas, entre de outras localidades.

“Temos colaboração com pastores que trazem as meninas pares o lar. Nós resgatamos as meninas e fazemos negociações entre ambos e posteriormente devolvemos a menina a família, mas com garantias de que os seus direitos serão preservados”, disse este responsável que adianta ainda que a maioria destas crianças são órfãos e não recebem seguimento dos familiares.

A RSM sabe ainda que este centro de acolhimento de AMIC está superlotado e estão com dificuldades de manter e sustentar as suas necessidades das acolhidas.

Segundo dados do ano passado 22 por cento de meninas com idade compreendida entre os 20 e 24 anos foram casadas antes dos 18 anos de idade.

Por: Elisangila Raisa Silva dos Santos / Iasmine Fernandes

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