Religião: RENÚNCIAS QUARESMAIS DESTE ANO SERÃO DESTINADAS PARA CENTROS DE RECUPERAÇÃO NUTRICIONAL DAS DUAS DIOCESES

 

A Igreja Católica da Guiné-Bissau destina as renúncias quaresmais deste ano 2024 aos Centros de Recuperação Nutricional das nossas duas Dioceses (Bissau e Bafatá).

Os padres sustentam a decisão com o facto de nos Centros de Recuperação Nutricional junto com o precioso esforço de ajudar a sair da desnutrição, há um grande trabalho educativo para sair das raízes deste problema, que muitas vezes são culturais e sociais.

Estas informações constam num circular assinado pelo vigário geral da diocese de Bissau, padre Davide Sciocco, e o administrador diocesano da diocese de Bafatá, Padre Lucio Brentegani.

Estes Centros, diz ainda mesmo circular, vivem da dedicação dos agentes e voluntários das Cáritas e da caridade dos cristãos, já que é sempre mais difícil ter financiamentos.

Segundo a Igreja, um dos gritos que temos que ouvir é aquele das crianças mais vulneráveis e frágeis que sofrem na nossa terra. Portanto “temos que ser nós, cristãos da Guiné Bissau, os primeiros voluntários e benfeitores dos Centros de Recuperação Nutricional”.

“É tempo de agir e, na Quaresma, agir é também parar: parar em oração, para acolher a Palavra de Deus, e parar como o Samaritano em presença do irmão ferido. O amor de Deus e o do próximo formam um único amor. Por isso, oração, esmola e jejum não são três exercícios independentes, mas um único movimento de abertura, de esvaziamento”.

Na mesma carta, a Igreja agradece “de coração” os esforços da renúncia feitos no ano passado, onde “conseguimos na diocese de Bissau uma quantia de 3.868.750 Fcfa e na Diocese de Bafatá 818.600 Fcfa, valores destinados aos prisioneiros em Bafatá, Mansoa, Polícia judicial de Bissau e 2ª esquadra de Bissau. Esta quantia foi assim utilizada: 2.222.600 para alimentação, 1.302.750 para produtos higiênicos e vestuário, 412.000 para despesas sanitárias e 755.000 para obras de reabilitação de uma prisão”.

“A Quaresma é o grande tempo de renovação e conversão que na Guiné Bissau é vivido com grande intensidade e é ocasião de verdadeiros milagres de conversão e de mudança de vida. As nossas Igrejas se enchem de gente: que seja verdadeiramente “um tempo de graça em que o deserto volta a ser – como anuncia o profeta Oséias – o lugar do primeiro amor (cf. Os 2, 16-17). Como um esposo, atrai-nos novamente a Si e sussurra ao nosso coração palavras de amor”, escrevem os padres da Guiné-Bissau lembrando que “é uma passagem da bela mensagem do Papa Francisco para a Quaresma 2024: [Através do deserto, Deus guia-nos para a liberdade]: Convidamos todos a ler esta mensagem e a fazê-la motivo de reflexão e oração comunitária”.

E o Papa nos diz que “êxodo da escravidão para a liberdade não é um caminho abstrato. A fim de ser concreta a nossa Quaresma, o primeiro passo é querer ver a realidade. Quando o Senhor, da sarça-ardente, atraiu Moisés e lhe falou, revelou-Se logo como um Deus que vê e escuta: «Eu bem vi a opressão do meu povo que está no Egito, conheço, na verdade, os seus sofrimentos.» (Ex 3, 7-8). Também hoje o grito de tantos irmãos oprimidos chega ao céu. Perguntemo-nos: E chega também a nós? Mexe connosco? Comove-nos?”.

Por fim, os pastores pedem a bênção de Deus com o Seu amor de Pai nesta caminhada para a Páscoa da libertação e ressurreição.

 

Por: Elisangila Raisa Silva dos Santos Camará

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