BISPOS EXORTAM OS GUINEENSES A FAZEREM UM VOTO CONSCIENTE

 

Os Bispos da Guiné-Bissau exortam os guineenses a não se deixarem corromper pelo partidos políticos, porquanto equivaleria vender a própria consciência, a própria dignidade, valores que foram muitos caros aos Homens deste país.

A mensagem é dirigida numa altura em que faltam apenas 10 dias para as eleições legislativa de 10 março em que concorrem 21 partidos para preencher os 102 assentos na plenária da ANP.

“Os guineenses sempre foram caracterizados pela solidariedade por um olhar compassivo ao próximo, ao vizinho, então não nos esqueçamos que deixar que o nosso voto seja dado em roca de bens materiais, não constitui apenas uma violência à nossa consciência, mas ainda um negar de solidariedade, de compaixão aos nossos próximos, uma perda da nossa identidade enquanto povo, um desprezo à humanidade de cada um de nós”, aconselham os pastores da Igreja católica.

Os responsáveis da Igreja católica guineense consideram que o comportamento da classe política guineense que não só não tem sido encorajador como desanimador, “ tem contribuído para o crónico e vicioso ciclo de instabilidade política e governativa”.

“O país vive, como consequência de todo esse conjunto de factores, num clima de desconfiança generalizada, numa divisão insustentável quer entre os actores políticos quer entre a população e mesmo nas famílias o que aumenta ainda mais a falta de esperança e confiança sobre uma possível mudança do estado actual”, consideram.

Por outro lado, dizem ter a consciência que o povo vê o futuro com muita apreensão e frustração, pois a confiança, as expectativas e a esperança foram defraudadas, tendo depois salientado que “ é precisamente neste contexto dúbio, de desencanto que o povo é chamado a decidir sobre o seu destino”.

Por outro lado, bispos consideram o voto como uma expressão do respeito, e a promoção do bem comum deve ser inspirado no pensamento do papa francisco que afirma que o futuro das nações não está unicamente nas mãos dos seus dirigentes mas sobretudo nas mãos dos povos.

Por fim apelam os guineenses que assumam o voto como um acto sagrado de cidadania, “ porque não é na «nha boca ka sta la» que vamos mudar o país”.

Outro sim, desejam que a recolha e controlo dos votos sejam efectivamente transparentes e que os resultados, assim legitimamente obtidos, sejam respeitados por todos os candidatos e eleitores, em espírito de verdadeira democracia.

«Fazemos votos para que as eleições legislativas do dia 10 de Março decorram num clima de paz, de liberdade, de estabilidade e de civismo, e sejam um marco importante para o desenvolvimento do nosso povo».

Por: Nautaran Marcos Có

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